Alergia alimentar múltipla a proteína

Alergia alimentar múltipla a proteína

Gente o post de hoje além de ser super importante, vai nos ajudar demais ! A Mel essa princesa linda de olho azul tem alergia alimentar múltipla a proteína, e sua mãe a Marisa nos relata tudo. Informações importantes as quais todas nós quando temos um recém nascido devemos sim estar atentas. Então curtam esse post, que além de ser emocionante é informativo.

alergia alimentar múltipla a proteína

A Melissa nasceu de parto cesária as 39 semanas e 4 dias, uma linda garotinha perfeita, ficou internada 2 dias a mais na maternidade devido a icterícia.
Mamou exclusivamente no peito até os 6 meses.Na primeira consulta com a pediatra, estava com uma assadura horrível que não curava nunca, e sinusite. Aos seus 20 dias de vida saiu da consulta tomando antibiótico, e com refluxo diagnosticado.
Era um bebê que chorava muito, muitos diziam que era manha ou mimo demais, mas na verdade ela sentia dores, devido a alergia, cólicas insuportáveis, fora a queimação e incômodo causado pelo refluxo.
Desse dia até seus 8 meses foram 5 otites e 3 sinusites todas tratadas com antibióticos, além da assadura assustadora, e seus inúmeros médicos diziam que ela pegava infecções por que tinha irmãos mais velhos em idade escolar.
Aos 7 meses por indicação do pediatra, iríamos começar com uma mamadeira a noite, na primeira mamadeira nosso pesadelo começou, vômitos em jato, diarréia, cólica muito fortes, manchas em placas na pele e mais otites, além do refluxo estar mais forte que nunca.
Levei ao pediatra que passou exames e suspendeu o leite de vaca, iniciando com a soja.
Foi um mês de tranqüilidade e alegria, ela estava ótima, até começar a reagir a soja.
Os exames ficaram prontos e estavam normais, sem qualquer alteração. Nosso pediatra dizia que nossa Mel não tinha nada, e que era coisa da minha cabeça.
Então decidi procurar um gastro pediátrico, e foi nossa salvação, ele me explicou que crianças muito pequenas podem ter falsos negativos em seus exames, pq o método utilizado aqui no Brasil não é tão sensível como nos exames feitos nos EUA por exemplo. E que o exame clínico nesses casos vale muito mais, a Mel foi diagnosticada com alergia alimentar múltipla a proteína.
Fomos orientados a fazer a dieta de exclusão total do leite, soja e ovo, os alimentos que faziam mal a nossa bebê, e a separar todos utensílios de cozinha.
Ela começou a tomar um leite especial, concedido pelo governo, e fazer a dieta a risca, no início ela reagia até a carne de vaca, que tem em sua composição a proteína bem parecida com a do leite.
Foi muito difícil pois não é fácil encontrar produtos que não contenham leite, ovo e soja, e os rótulos infelizmente não são claros no Brasil, esse é um grande desafio das mães de alérgicos, graças a um grupo criado por essas mães o #poenorotulo, vários artistas aderiram a campanha e hoje existe uma lei que obriga os rótulos a serem claros, e destacarem os alérgenos nos rótulos. Segundo a Anvisa as empresas tem o prazo de um ano para se regularizar.
Então eu fazia tudo em casa, desde as bolachinhas do dia a dia, ate ao bolo que ela iria comer em uma festinha de aniversário, a Melissa não tomava nem água se não fosse da garrafinha dela, para evitar o risco de contaminação cruzada.
Tive que aprender a cozinhar inúmeras receitas para vê la feliz e menos excluída, tive muita orientação e ajuda de grupos de mães no facebook, e confesso que foi minha salvação em vários momentos, e não pensem que a vida sem leite, ovo e soja é inviável e sem graça, pois não é, difícil sim, mas super adaptável e saudável.
Muitas pessoas viam os cuidados que tínhamos com a Mel, e nos chamavam de loucos, neuróticos, diziam que essa história de alergia não existia, que estávamos negando comida a ela, e que isso era pecado.
Foi um ano e três meses de luta muita luta, luta contra tudo e todos, com um único propósito o bem estar físico e até emocional da Mel.
Até que o gastro nos liberou para o leite.
Quanta alegria, e medo ao mesmo tempo, ela estava curada!
Começamos com assados, depois derivados até chegar ao leite in natura, e graças a Deus e a orientação do doutor Fabrício deu tudo certo.
A dois meses ela iniciou na escola, levei um laudo do gastro dizendo as restrições alimentares dela e apesar do medo, tem corrido tudo bem, sem reações até agora
Continuamos com restrições ao ovo e a soja, mas estamos vivendo um dia por vez, sem pressa, esperando o tempo dela.
Tenho fé de que em breve ela terá uma vida sem restrições.

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